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5 erros que você não deve cometer ao abrir uma empresa

Publicado por Ramon Vago em 08/11/2020

Muitas empresas fecham as portas no primeiro ano de atividade e os motivos são diversos. Destacaremos neste texto os 5 erros que você não deve cometer ao abrir uma empresa.

1. NÃO CONHECER O MERCADO EM QUE PRETENDE ATUAR

Qualquer ideia, por melhor que seja, pode se tornar um mau negócio nas mãos de quem não conhece o mercado. Do mesmo modo, uma ideia aparentemente ruim pode se transformar num bom negócio, quando gerenciado por uma pessoa experiente.

Ninguém detém conhecimento absoluto sobre todas as coisas, e para começar uma empresa isso realmente não é necessário. Contudo, é essencial que você possua afinidade com o produto ou serviço que vai vender.

De nada adianta um ambiente bonito e pesadas campanhas de publicidade, quando a má qualidade dos produtos ou serviços desmente a imagem que se tenta passar ao consumidor.

É muito importante estar atento ao que acontece ao redor. Pesquise os concorrentes, fornecedores, consumidores e o público potencial. Essas informações auxiliam no planejamento da empresa e são cruciais para estabelecer metas que tragam o retorno desejado.

Outro ponto importante é avaliar se a empresa simplesmente brigará por uma parcela do mercado existente, oferecendo um produto igual aos demais, ou se “criará” um mercado novo.

Criar não significa, necessariamente, ter uma ideia genial e inventar algo do zero. Significa inovar, reinventar, destacar-se do concorrente, para conseguir entrar no mercado.

Fica a dica: Caso não saiba por onde começar, em determinados casos abrir uma franquia pode ser uma boa. Isso te poupará de uma estratégia de comunicação e investimento para promoção da marca, mas é sempre necessário avaliar o custo-benefício.

2. NÃO POSSUIR UMA ESTRATÉGIA DE MARKETING

Ter uma estratégia de marketing para angariar clientes parece uma necessidade óbvia, mas, acredite, a grande maioria das empresas iniciam sem um plano de ação, como se os clientes fossem cair do céu.

Para a escolha dos meios de propaganda mais adequados você deve partir da constatação de que a atenção dos consumidores é seletiva. Com o bombardeio de informações que todos nós temos sofrido, tendemos a descartar as informações que não nos interessam. Não adianta disparar para todos os lados, sem um rumo, porque com isso você só gastará dinheiro.

Diante do desespero para tentar atrair clientes, muita gente ainda joga dinheiro fora com panfletagem na rua, carro de som e coisas do tipo, que são meios de publicidade que não trazem retorno.

O telemarketing também tem se demonstrado uma estratégia extremamente ultrapassada e de mau gosto, pois as pessoas estão cheias de serem incomodadas por insistentes e inconvenientes ligações. Com o uso do telemarketing, é mais fácil conseguir um inimigo do que um cliente.

A internet proporciona meios pagos muito mais eficazes como o Google Adwords e o Facebook Ads, nos quais você pode utilizar filtros para que seus anúncios sejam entregues a quem realmente possa se interessar, mas não existe uma regra aplicável a todo tipo de negócio, é necessário pesquisar e fazer testes.

O melhor caminho é combinar meios pagos meios gratuitos, como: cadastrar-se no Google Maps e no Telelistas, ter um bom site, estar presente com a empresa nas redes sociais, utilizar anúncios pagos do Facebook Ads e do Adwords, etc..

A propósito, temos nos deparado constantemente com empresas completamente invisíveis na internet. Essas empresas não possuem um site, não possuem cadastro em guias telefônicos online e não estão presentes no Google Maps.

Nos dias de hoje, a empresa que não pode ser encontrada na internet é uma empresa que não existe, pois a internet é o local para o qual a atenção dos clientes está voltada o tempo todo.

Fica a dica: Nunca invista dinheiro demais em um único canal de marketing, porque o bom resultado geralmente provém de uma combinação de estratégias, pagas e gratuitas. Um meio de publicidade eficaz é aquele capaz de lhe trazer o melhor retorno com o menor custo possível.

3. NÃO CONHECER OS ASPECTOS LEGAIS DO NEGÓCIO

Não são poucas as empresas que encerram as atividades antes mesmo de iniciarem, de fato. Os impedimentos ao seu funcionamento ocorrem por detalhes aparentemente pequenos, que passam despercebidos aos olhos daqueles que não têm o conhecimento necessário para compreender e atender as exigências burocráticas envolvidas na constituição de uma empresa.

Necessitamos conhecer os aspectos legais do empreendimento para evitar esse problema, buscando informações sobre as licenças obrigatórias para exercer a atividade, as regulamentações existentes, além de avaliar a carga tributária.

Na internet você encontrará muitas informações sobre os aspectos legais de cada ramo de atuação, no entanto, os detalhes mais relevantes são:

Prestação de serviços regulamentados: é obrigatório um responsável técnico formado na respectiva área de atuação e registrado no conselho de classe no qual a empresa também deverá ser registrada.

Exemplos de responsabilidade técnica: escritório de contabilidade: contador; construtora: engenheiro; Agência de RH e recrutamento ou empresa de consultoria empresarial: administrador; academia: profissional formado em educação física.

Algumas atividades também estão sujeitas a licenciamentos complicados, como o da Anvisa e Ibama, que demoram meses para serem concluídos e podem ser caros.

Capital social mínimo: a legislação exige um valor mínimo de capital social para alguns tipos de empresa, como por exemplo a natureza jurídica EIRELI (empresa individual de responsabilidade limitada), cuja abertura exige um capital de pelo menos 100 salários mínimos. Atividades de alta relevância econômica como armazéns de café, depósitos de mercadorias para terceiros, extração de rochas ornamentais (pedreira) e distribuidoras de combustíveis também podem exigir um capital social ainda maior, de quinhentos mil reais ou até mais, dependendo do Estado onde você vá abrir sua empresa.

Vale salientar também que cada segmento empresarial está sujeito a cumprir uma convenção coletiva de trabalho que estabelece inúmeras normas relativas à remuneração, benefícios, carga horária e muitos outros aspectos que oneram a mão de obra, padronizando os vínculos empregatícios.

Fica a dica: Conheça também a convenção coletiva de trabalho da sua categoria e não deixe essa tarefa apenas para o seu contador, pois sua política de remuneração deve estar alinhada às normas, evitando futuras ações na justiça, e também deve ser considerada na hora de formar seu preço de venda.

4. NÃO SE PREOCUPAR COM A LOCALIZAÇÃO DA EMPRESA

Alguns segmentos são certamente mais viáveis que outros, mas nenhum é eternamente viável ou igualmente próspero em qualquer localidade, essa é uma questão relativa. Confira alguns exemplos:

– Uma pousada pode ser um péssimo negócio em sua cidade, mas um excelente empreendimento em uma cidade turística a poucos quilômetros de onde você mora;

– Um supermercado pode não ser uma boa ideia num bairro residencial, mas sim no centro da cidade, visto que a maioria das pessoas passa mais tempo no trabalho que em suas casas;

– Uma loja de roupas importadas pode ser inviável em uma região onde a população tenha baixo poder aquisitivo, mas pode ser um excelente comércio virtual atendendo todo o país.

Por meio desses exemplos, podemos enxergar a importante relação que a escolha do ponto comercial tem com o sucesso do negócio. Estar mal localizado interfere no alcance de seu público, ou seja, resulta na redução do número de clientes.

Estar presente onde os potenciais consumidores estão já é um bom ponto de partida para definir o local de uma empresa, mas há outros fatores. Um deles é o procedimento para apresentação do requerimento de viabilidade, que pode variar de cidade em cidade, mas que verifica se a lei municipal permite o funcionamento da empresa naquele local. É recomendável o acompanhamento de um contador para auxiliar nos detalhes dessa etapa.

O preço do aluguel é outro fator que devemos analisar antes de fechar o contrato. Devemos calcular e analisar se realmente vale a pena, financeiramente, estar ali. O aluguel de um ponto comercial situado em boa localização custa caro, uma despesa fixa que você assumirá e terá que pagar pontualmente.

Fica a dica: Caso seu negócio não dependa exclusivamente de uma boa localização, para estar acessível ao seu público, ou seja, se suas atividades puderem ser realizadas por meio de vendas não presenciais (através de representantes comerciais, comércio eletrônico ou licitações), a melhor alternativa é se estabelecer em um local mais barato, fora dos centros comerciais. A propósito, as empresas locais vêm perdendo espaço para as lojas virtuais, que não encontram barreiras geográficas para atender seus clientes.

5. NÃO TER SÓCIOS

É claro que você pode abrir uma empresa sozinho, mas o ideal é que se tenha sócios. O gerenciamento de um negócio envolve muitos detalhes e tomadas de decisões. Ter alguém para compartilhar ideias e supervisionar as atividades mais importantes agregam mais qualidade aos serviços/produtos vendidos.

Escolher um sócio não é uma tarefa fácil, pois tem que haver uma relação mútua de confiança. Procure alguém que te complemente e defina bem as funções que cada um desempenhará.

Dentre todos os detalhes que exigem atenção, os que envolvem a atividade-fim devem ser priorizados. Para ficar mais claro, confira os exemplos abaixo:

Se você trabalha com venda de mercadorias, precisará de alguém que dê muita atenção às compras. Alguém que escolha as mercadorias com dedicação para que sua loja tenha sempre produtos desejáveis, de qualidade e não fique com estoques encalhados;

Caso tenha um restaurante, a qualidade da comida é o que fará toda a diferença. Sendo assim, é necessário ter alguém que entenda pra valer de culinária para proporcionar sempre os melhores pratos e conquistar a preferência dos clientes.

Fica a dica: Um sócio investidor pode ser necessário, mas busque sócios de serviços, ou seja, aqueles com quem você possa dividir tarefas, um cuidando da área financeira, outra da comercial e assim por diante.

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